Para além do estranhamento no mundo 50+

No dia 16 de Fevereiro escrevi um artigo aqui no LinkedIn refletindo sobre dez tendências de RH para 2022. Gostaria de retomar duas delas, sob a ótica das pessoas 50+: a mudança para o trabalho híbrido e a importância central de Employee Experience

Pode soar estranho o fato de eu não usar a tendência da importância, cada vez maior, da Diversidade, Equidade e Inclusão. Mas estas têm se tornado óbvias. 

Para começar, a pandemia acelerou algo que as organizações já estavam adotando gradativamente: o modelo híbrido, onde mesclamos o trabalho em home-office com o presencial. Indo mais além, estamos reinventando os espaços físicos de trabalho nas empresas, enquanto, na verdade, trabalhamos de qualquer lugar, até no Metaverso. 

E o que isto tem a ver com 50+? Tudo! Nós, seniores, queremos seguir sendo cidadãos do mundo. Queremos liberdade para passar parte do ano próximo da família e parte experimentando novos locais. Queremos estar um dia na casa dos netos e noutro revendo antigos amigos. Talvez, mudar para nossa cidade natal. Claro que essa tendência não é exclusiva dos 50+. Entre os mais jovens cresce a propensão para não comprar casa própria. O que é especial nos seniores é a nossa multiplicidade de relações humanas criadas ao longo da vida, que nos conecta a muitos lugares. Poder trabalhar com tal liberdade é potencializado para a atração dos talentos 50+.

Outra tendência forte, que mencionei em meu artigo, é a importância central de Employee Experience como forma de mitigar a escassez de determinados talentos. Aqui entram as novas relações trabalhistas como parte das estratégias da empresa para ter um ambiente organizacional atraente e produtivo. 

Formatos flexíveis de trabalho são críticos para todas as gerações. E, para os 50+, isto têm um significado particular. Nesta fase da vida, cultivamos múltiplos interesses. Queremos (e precisamos) trabalhar, mas também desejamos retomar antigos hobbies, estudar novos conteúdos, passar mais tempo com a família. O trabalho continua tendo importância central, mas não é a única atividade na qual queremos dedicar nosso tempo. O modelo das oito horas diárias não serve mais. Por isso, os novos formatos flexíveis de trabalho permitem criar esquemas de vida múltiplos, oferecendo aos 50+ a possibilidade de explorar todos os nossos interesses.

Eu estou muito otimista com as possibilidades que estas tendências de RH trazem para a empregabilidade das pessoas 50+. Assim como vejo o movimento para eliminar o etarismo crescendo rapidamente em todos os espaços sociais. As empresas que constroem o futuro ativamente já estão se preparando para um mercado de talentos onde a oferta de pessoas 50+ será crescente. E para isso já experimentam e aprendem rapidamente modelos flexíveis e novas relações trabalhistas. Como está a sua empresa nesta prática tão em sintonia com os novos tempos?  

Pedro Pittella,

Head de RH na Sanofi e Embaixador da Liga Labora pela inclusão geracional

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