O Boom da Força de Trabalho 60+: Desafios e Ganhos da Longevidade no Mercado Brasileiro

December 15, 2025

A Nova Realidade: Mais de 8 Milhões de Profissionais 60+ em Atividade e a Urgência da Adaptação Corporativa.

A longevidade no Brasil não é mais uma projeção futura, mas uma realidade presente que está redefinindo a dinâmica do mercado de trabalho. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam um crescimento exponencial na ocupação de profissionais com mais de 60 anos: em 2023, mais de 8 milhões de brasileiros nessa faixa etária estavam ativos, um salto significativo em relação aos 4,934 milhões registrados em 2012.


Esse crescimento acelerado é impulsionado por dois fatores principais: o envelhecimento populacional mais rápido do que o esperado e a Reforma da Previdência de 2019, que elevou a idade mínima de aposentadoria, forçando o brasileiro a estender sua vida profissional.


O tema foi o centro do debate no vodcast "Dois Pontos", que contou com a participação de Lucas Assis, economista da consultoria Tendências, e Sérgio Serapião, CEO da Labora. A discussão se concentrou nos desafios e ganhos dessa nova tendência e na necessidade de as empresas se ajustarem a essa força de trabalho.


A Inevitabilidade da Longevidade no Trabalho

A presença crescente de profissionais 60+ não é uma moda passageira, mas uma tendência estrutural que moldará o futuro econômico do país. O mercado de trabalho precisa urgentemente reconhecer e se beneficiar da experiência, estabilidade e conhecimento acumulado por essa geração.


A Labora atua na vanguarda desse movimento, destacando que a inclusão de trabalhadores maduros é uma estratégia de negócios inteligente. 


O Ajuste Necessário: Desafios e Soluções

Apesar dos ganhos evidentes, a integração plena dos profissionais 60+ exige que as empresas superem barreiras culturais e estruturais. O principal desafio é o etarismo (preconceito de idade), que ainda marginaliza talentos maduros.


Para lidar com essa nova tendência, as empresas devem focar em três áreas de ajuste:


1. Cultura e Liderança: É fundamental que a liderança corporativa promova ativamente uma cultura de inclusão etária. Isso envolve desmistificar a ideia de que a idade é um limitador de produtividade ou adaptabilidade.

2. Desenvolvimento e Reskilling: Investir em programas de aprendizagem contínua e reskilling para garantir que os profissionais 60+ estejam atualizados com as novas tecnologias e metodologias de trabalho. A experiência combinada com a atualização digital é uma potência.

3. Flexibilidade e Bem-Estar: Oferecer modelos de trabalho mais flexíveis e políticas de bem-estar que reconheçam as necessidades específicas dessa faixa etária, garantindo um ambiente de trabalho saudável e produtivo.


Conclusão

A Labora, como destacou seu CEO no podcast, está empenhada em ser a ponte entre o talento maduro e as empresas que entendem que a longevidade no trabalho é um fator de competitividade e inovação. O crescimento da força de trabalho 60+ é um sinal claro de que o mercado precisa se reinventar. Ao abraçar essa realidade, as empresas não apenas cumprem um papel social, mas garantem um futuro mais resiliente e economicamente robusto.



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